Acabo de receber "Israel, Terra em Transe: Democracia ou Teocracia". Eu já disse que pelo fato de ser doutorando não me faz ficar preso a um único assunto. O "homem de um assunto só", tipo que eu e meu amigo Léo Jorge Araçá já muito debatemos e estabelecemos a forma, este definitivamente não sou eu. Tbm não sou o tipo q escuta e fica calado, posso virar as costas e me retirar, se a situação representa algum tipo de perigo, mas só assim. Se não, sempre engajo em um debate, faz parte da minha natureza, é assim que acredito que posso revisar meu pre-conceitos, e tbm por q gosto.
Bom, hoje vi a notícia que Israel atacou a Faixa de Gaza. Lá na terra do "olho por olho, dente por dente", o estado israelense afirma que desde o final do último conflito, já foram mais de duzentos mísseis lançados contra território israelense a partir da Faixa de Gaza.
Como vivi em Israel (Tel Aviv) por quase um ano, fiquei imaginando o noticiário na televisão de lá, e o sentimento das pessoas, coisas que pude ver bem de perto e tbm experimentar. O livro, de Guila Flint e Bila Grin Sorj, ainda não li. Mas a questão central é: "Existe perigo de Israel se transformar em uma teocracia?". Os autores entrevistaram representantes de grupos democráticos e ortodoxos religiosos, fundamentalistas e extremitas. O resultado espero que seja pelo menos uma leitura agradável.
Para terminar, me lembro que uma vez, em Israel, me vi dentro de um debate (o que lá não é difícil) sobre como era possível um estado democrático e religioso ao mesmo tempo. Isso era o que eu questionava, não estava tentando mostrar a impossibilidade, estava tentando elucidar o modo de pensamento de pessoas comuns, com as quais eu convivia. Conclusão? Quase nenhuma.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Almoçando no restaurante macrobiótico
Acabo de chegar de um almoço no restaurante macrobiótico em Curitiba. Como esperava encontrei lá um conhecido que me apresentou ao grupo de frequentadores, já que era a primeira vez que eu almoçava lá. Logo, começaram as perguntas: o que vc faz? (doutorado), vc pratica macrobiótica? (sou apenas um simpatizante), etc. Essas foram minhas respostas, um tanto precavidas, sem entrar em detalhes. Logo, começaram tbm os comentários sobre o arroz.
Antes de eu entrar nestes detalhes, deixem-me dizer qual era o cardápio. Uma sopa de arroz com grão de bico, uma porção de arroz integral (claro), um nabo recheado com tofu e tahine, uma colher de acelga refogada e uma porção de raiz de lótus cozida.
Não vou, nesta oportunidade, entrar em detalhes, a respeito dos personagens, as figuras ali presentes, basta dizer que éramos mais ou menos em oito pessoas, que ocupávamos um pedaço do restaurante, que tbm serve comida "natural" para os menos sistemáticos.
Logo começaram, como disse, os comentários sobre o arroz, qualidade, forma de cozimento, etc. Um dos presentes, mais exaltados, começou logo a dar lições (teaching, como se diz em inglês). Então percebi que deveria ficar quieto e observar.
Logo começaram, como é normal, os pontos polêmicos. Como estudo argmentação, faço destes momentos meu laboratório. Sempre que tenho a oportunidade de presenciar debates (sejam de quaisquer natureza, mais ou menos exaltados) fico observando para ver como os participantes atuam. Meus preferidos são meus amigos educados, com nível de formação excelente, as pessoas comuns logo caem em contradições, ou não sabem como escapar de um contra-argumento, e ficam martelando na mesma tecla, se agarram aos seus argumentos e se possível naufragam com eles.
Antes de eu entrar nestes detalhes, deixem-me dizer qual era o cardápio. Uma sopa de arroz com grão de bico, uma porção de arroz integral (claro), um nabo recheado com tofu e tahine, uma colher de acelga refogada e uma porção de raiz de lótus cozida.
Não vou, nesta oportunidade, entrar em detalhes, a respeito dos personagens, as figuras ali presentes, basta dizer que éramos mais ou menos em oito pessoas, que ocupávamos um pedaço do restaurante, que tbm serve comida "natural" para os menos sistemáticos.
Logo começaram, como disse, os comentários sobre o arroz, qualidade, forma de cozimento, etc. Um dos presentes, mais exaltados, começou logo a dar lições (teaching, como se diz em inglês). Então percebi que deveria ficar quieto e observar.
Logo começaram, como é normal, os pontos polêmicos. Como estudo argmentação, faço destes momentos meu laboratório. Sempre que tenho a oportunidade de presenciar debates (sejam de quaisquer natureza, mais ou menos exaltados) fico observando para ver como os participantes atuam. Meus preferidos são meus amigos educados, com nível de formação excelente, as pessoas comuns logo caem em contradições, ou não sabem como escapar de um contra-argumento, e ficam martelando na mesma tecla, se agarram aos seus argumentos e se possível naufragam com eles.
O pijama de Vargas (ou, Who killed Getúlio Vargas)
Eu deveria estar escrevendo uma tese de doutorado, mas como um bom procrastinador, fico tendo idéias sobre o que fazer, tudo menos a tese. Tudo bem.
Já disse algumas vezes, entre alguns amigos, que acho que a vida de Getúlio Vargas merecia servir de enredo para uma ópera. Um dessas no estilo Philip Glass. Por que não? Então, fico sonhando acordado, imaginando um roteiro para um libretto baseado nos diários que o estadista ditador e suicida nos legou.
Sim, quem já teve a oportunidade de ler os diários de Vargas, pode ter percebido que dão um excelente roteiro seja para ópera, novela, filme, etc. Apesar dos volumes publicados até o momento se limitarem ao período pré segunda guerra, já nestes dois volumes, é possível ler, com quase trinata anos de antecedência, o estadista mencionar o suicídio como uma possibilidade. Esta seria a tônica deste possível enredo lírico imaginário. Se deixássemos a imaginação vagar solta, o que não recomendo, poderíamos então imaginar, uma cena, conjunção histórica em que Dyonélio Machado é o médico particular de Vargas e o aconselha sobre estas idéias de auto-destruição.
Mas, deixando a imaginação de lado, eu queria era mencionar o fato de que, ontem, 24 de agosto, aniversário do suicídio do estadista, os jornais publicaram uma foto do pijama que vestia Getúlio Vargas no dia que tirou, com um tiro, a própria vida.
Nunca imaginei que tal peça de museu pudesse existir, mas devia ter imaginado. Está lá, a camisa do pijama com as iniciais bordadas no bolso 'GV', e logo abaixo, mais à direita, a marca de um tiro.
Já disse algumas vezes, entre alguns amigos, que acho que a vida de Getúlio Vargas merecia servir de enredo para uma ópera. Um dessas no estilo Philip Glass. Por que não? Então, fico sonhando acordado, imaginando um roteiro para um libretto baseado nos diários que o estadista ditador e suicida nos legou.
Sim, quem já teve a oportunidade de ler os diários de Vargas, pode ter percebido que dão um excelente roteiro seja para ópera, novela, filme, etc. Apesar dos volumes publicados até o momento se limitarem ao período pré segunda guerra, já nestes dois volumes, é possível ler, com quase trinata anos de antecedência, o estadista mencionar o suicídio como uma possibilidade. Esta seria a tônica deste possível enredo lírico imaginário. Se deixássemos a imaginação vagar solta, o que não recomendo, poderíamos então imaginar, uma cena, conjunção histórica em que Dyonélio Machado é o médico particular de Vargas e o aconselha sobre estas idéias de auto-destruição.
Mas, deixando a imaginação de lado, eu queria era mencionar o fato de que, ontem, 24 de agosto, aniversário do suicídio do estadista, os jornais publicaram uma foto do pijama que vestia Getúlio Vargas no dia que tirou, com um tiro, a própria vida.
Nunca imaginei que tal peça de museu pudesse existir, mas devia ter imaginado. Está lá, a camisa do pijama com as iniciais bordadas no bolso 'GV', e logo abaixo, mais à direita, a marca de um tiro.
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