Acabo de receber "Israel, Terra em Transe: Democracia ou Teocracia". Eu já disse que pelo fato de ser doutorando não me faz ficar preso a um único assunto. O "homem de um assunto só", tipo que eu e meu amigo Léo Jorge Araçá já muito debatemos e estabelecemos a forma, este definitivamente não sou eu. Tbm não sou o tipo q escuta e fica calado, posso virar as costas e me retirar, se a situação representa algum tipo de perigo, mas só assim. Se não, sempre engajo em um debate, faz parte da minha natureza, é assim que acredito que posso revisar meu pre-conceitos, e tbm por q gosto.
Bom, hoje vi a notícia que Israel atacou a Faixa de Gaza. Lá na terra do "olho por olho, dente por dente", o estado israelense afirma que desde o final do último conflito, já foram mais de duzentos mísseis lançados contra território israelense a partir da Faixa de Gaza.
Como vivi em Israel (Tel Aviv) por quase um ano, fiquei imaginando o noticiário na televisão de lá, e o sentimento das pessoas, coisas que pude ver bem de perto e tbm experimentar. O livro, de Guila Flint e Bila Grin Sorj, ainda não li. Mas a questão central é: "Existe perigo de Israel se transformar em uma teocracia?". Os autores entrevistaram representantes de grupos democráticos e ortodoxos religiosos, fundamentalistas e extremitas. O resultado espero que seja pelo menos uma leitura agradável.
Para terminar, me lembro que uma vez, em Israel, me vi dentro de um debate (o que lá não é difícil) sobre como era possível um estado democrático e religioso ao mesmo tempo. Isso era o que eu questionava, não estava tentando mostrar a impossibilidade, estava tentando elucidar o modo de pensamento de pessoas comuns, com as quais eu convivia. Conclusão? Quase nenhuma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário